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Metade dos empresários está pessimista com rumos do país



A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgaram uma pesquisa com mais de 400 empresas medindo o desempenho e as expectativas do setor para os próximos anos.

58% das empresas responderam que o segundo semestre de 2014 foi pior do que o mesmo período de 2013, e quase 85% afirmaram que não vão contratar neste primeiro semestre. 41% estão sentindo um forte aumento do preço da energia elétrica.
Metade dos empresários está pessimista em relação ao novo governo que, segundo eles, não vai mudar os rumos do país nos próximos quatro anos. No interior paulista, as fábricas já começaram a demitir.

As máquinas continuam funcionando, mas o que era para ser produzido por mais de mil funcionários, agora sai das mãos de apenas 150%. Foi a alternativa usada por uma fábrica de baterias em Bauru, no interior de São Paulo.

Um levantamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo em 20 cidades do interior paulista mostra que houve uma queda de 6,8% no número de postos de trabalho. No último ano, 2.050 funcionários foram demitidos.

A principal causa desse resultado é a queda de 4,5% na produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos pela indústria de São Paulo.

“Juntamente com a indústria, vem encolhendo empregos e qualidade, a tecnologia que gerava-se ou que ainda gera no Brasil vem diminuindo, e isso só traz o país para uma situação cada vez mais dependente do exterior", afirma Gino Paulucci, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
As fábricas de produtos básicos também vão mal. A indústria de alimentos encolheu 2,5%, assim como em importantes pólos produtores.

O repórter João Carlos Borda esteve em uma das maiores fábricas de Franca, cidade que mais produz calçados masculinos no Brasil. No ano passado, o setor enfrentou uma das piores crises. Na cidade, foram fabricados 36,4 milhões de pares de calçados, quase 2 milhões de pares a menos do que em 2013.

Em novembro, por exemplo, quando deveriam estar com a produção em alta, as indústrias de calçados de Franca (SP) deram férias coletivas para os funcionários.

O que mais complica a situação do setor são os juros altos e o preço do couro, principal matéria-prima que já subiu mais de 40% e, para piorar a situação, o setor não consegue aumentar as exportações, que já caíram entre 20% a 30% nos últimos quatro anos.

"Isso é um reflexo do comportamento geral da economia brasileira. Sem novas vendas, o empresário vai segurando seu pessoal, porque ele é treinado, mas chega um momento que ele cortou todos os custos acaba atingindo também o emprego", aponta a economista Reinaldo César Cafeo.

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